A maioria das pessoas que conheço sabe bem quem é, do que gosta e do que não gosta, o que quer e o que não quer... Seus sonhos, seus medos... Tudo parece que lhes é claro como um céu de primavera. Para mim, no entanto, esse céu sempre tem muitas nuvens, muitas surpresas, tempestades... e o caminho sempre turbulento.
Amar, desamar e então amar novamente.
Odiar e odiar menos... Querer e desprezar... Gostar e desgostar...
Amar e odiar? Depende da turbulência do caminho.
Quanto tempo dura um sonho?
Até que se realize ou até que caia no esquecimento?
Quanto tempo dura um objetivo?
Será que esse é o limiar entre a razão e a loucura?
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Girl, interrupted
Um belo dia, trocando de canal me deparo com um filme que sempre quis assistir: Garota, Interrompida. Sabia que se passava num hospício, mas não sabia que a "garota" em questão sofria de transtorno de personalidade.
Assisti ansiosa cada cena, cada dia que ela passava naquele hospital e observei como parecia não melhorar nada, não mudar nada. Até que o suicídio de uma das colegas a faz perceber o que é preciso fazer para melhorar e sair dali.
Ironicamente, ela não achava que era louca ou que estivesse fazendo algo de errado. Não estava apenas fazendo algo transgressor para a época? Não estariam os outros querendo moldá-la com o molde do ser humano hipócrita e moralista? Ela apenas não aceitava agir como um robô programado... Ela era espontânea, tinha energia transbordando de dentro de si e era inteligente o suficiente para poder pensar com sua própria cabeça. Mas o mundo não estava preparado para recebê-la. Então, percebeu que se quisesse sair daquele lugar teria que dançar conforme a música. Dizer o que queriam ouvir, fazer as coisas certas na horas certas, agir de acordo com o protocolo e então reconquistar a sua liberdade.
Reconquistou a liberdade, entretanto jamais conseguiu compreender se reconquistara a tal sanidade que considerava nunca ter perdido.
Me identifiquei de tal forma com o filme que imediatamente comprei o livro...
Como ela eu nunca me entendi como uma pessoa louca... Sempre achei que era transgressora e as pessoas não eram capazes de me compreender presas em seus mundinhos estreitos e sufocantes. Ao contrário delas, eu era livre. Era livre pra pensar e agir como quisesse.
Como Suzanna Kaysen ainda não sou capaz de dizer se sou louca, se os outros são loucos ou se o mundo é que é louco....
Só tenho uma certeza: Não há lugar para mim (como sou) nesse mundo.
O mundo não me quer assim. E será que eu me quero assim? Será que ainda posso conviver comigo mesma?
Bem, por hora me sinto também uma garota interrompida.
Assisti ansiosa cada cena, cada dia que ela passava naquele hospital e observei como parecia não melhorar nada, não mudar nada. Até que o suicídio de uma das colegas a faz perceber o que é preciso fazer para melhorar e sair dali.
Ironicamente, ela não achava que era louca ou que estivesse fazendo algo de errado. Não estava apenas fazendo algo transgressor para a época? Não estariam os outros querendo moldá-la com o molde do ser humano hipócrita e moralista? Ela apenas não aceitava agir como um robô programado... Ela era espontânea, tinha energia transbordando de dentro de si e era inteligente o suficiente para poder pensar com sua própria cabeça. Mas o mundo não estava preparado para recebê-la. Então, percebeu que se quisesse sair daquele lugar teria que dançar conforme a música. Dizer o que queriam ouvir, fazer as coisas certas na horas certas, agir de acordo com o protocolo e então reconquistar a sua liberdade.
Reconquistou a liberdade, entretanto jamais conseguiu compreender se reconquistara a tal sanidade que considerava nunca ter perdido.
Me identifiquei de tal forma com o filme que imediatamente comprei o livro...
Como ela eu nunca me entendi como uma pessoa louca... Sempre achei que era transgressora e as pessoas não eram capazes de me compreender presas em seus mundinhos estreitos e sufocantes. Ao contrário delas, eu era livre. Era livre pra pensar e agir como quisesse.
Como Suzanna Kaysen ainda não sou capaz de dizer se sou louca, se os outros são loucos ou se o mundo é que é louco....
Só tenho uma certeza: Não há lugar para mim (como sou) nesse mundo.
O mundo não me quer assim. E será que eu me quero assim? Será que ainda posso conviver comigo mesma?
Bem, por hora me sinto também uma garota interrompida.
Assinar:
Postagens (Atom)
