quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
A tragicomédia da consulta com o psiquiatra...
O psiquiatra: Aquele monstro frio que pensa que te conhece, pois no momento em que vc entra no consultório ele te encaixa em um padrão X ou Y. Faz as perguntas certas para ir eliminando as possibilidades, se vc tentar se alongar mto ele já vem com outra pergunta... E assim te rotula: “Doença X”.
Ela: Uma paciente que não queria ao psiquiatra de jeito nenhum, pois achava que seria constrangedor... Essa mesma paciente marca a consulta escondida e vai sem dizer a ninguém além da sua psicóloga. No fundo ela sabe que ir ao psiquiatra vai exigir que se abra e se exponha de forma profunda e rápida, sem rodeios. E ela não quer isso, mas sabe que precisa de ajuda.
O mais estranho é que por mais que o procedimento seja frio e calculado ele consegue penetrar no seu âmago. Consegue tirar de dentro das profundezas coisas que ela não quer falar. Muitas vezes a sensação é cruel... sensação de estar nua e revelada na frente daquele ser que tem pressa de terminar a consulta.
E então, como se ela estivesse pronta para ouvir qualquer coisa, ele vem de supetão com um diagnóstico alarmante: Transtorno de Personalidade.
Por um instante ela sente sua espinha gelar... e todo o resto de seu corpo se resfria. Ela está estática. Entretanto, em sua mente há um turbilhão de pensamentos descontrolados. Ela pensa que isso deve ser terrível.
Ele, por sua vez, está friamente fazendo anotações e prescrevendo uma medicação.
Ela continua imóvel, se sentindo perplexa e perdida. Será que não se conhece? Será que nunca quis ver a verdade? Será que ele está certo? E se estiver, o que fazer? O que será isso?
Ela fica estarrecida especialmente porque não conhece o problema. Imagina ser algo inimaginavelmente terrível.
Então, ela contesta o diagnóstico.
Ele explica por A + B porque ela tem TP.
Frustrada ela se cala e parte.
Marca um consulta com outro profissional para ter certeza do diagnóstico e a história se repete...
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